terça-feira, março 25, 2008

O mosquito da dengue

Manira pensa que o mosquito da dengue não existe. Há alguns anos escuta as pessoas falando do tal mosquito e sua família inteira já foi vítima da infeliz picada. Mas ela não acredita e ponto. Acha que é desculpa que os governos inventam para repassarem a culpa pela falta de investimentos em saúde. Tentei convencê-la a tomar os cuidados necessários com o argumento de que "se bem não fizer, mal também não fará". Ela não se deu por vencida, mas prometeu seguir a advertência.

Cá entre nós, fiquei me perguntando se Manira não estaria certa e o mosquito da dengue seria como esses entes imaginários que aparecem em determinada época do ano ou em determinadas regiões... Saci, boto, Papai Noel, Coelhinho da Páscoa. Ah! Esse último sai da lista. Com certeza ele existe! Eu acredito! (Rá! Isso ficou parecendo campanha eleitoral estadunidense.)

domingo, março 16, 2008

Garotas de Guantánamo

video

Maria Bethania e Omara Portuondo (Caneção, 16 de março de 2008)

Guantanamera

Wikipédia: Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de Jose Fernandez Diaz. Guantanamera significa garota de Guantánamo, cidade do sudoeste de Cuba. A música data de 1963 e uma das gravações mais conhecidas é do grupo Sandpipers.


sexta-feira, março 14, 2008

O Fico

Maria Luiza Muniz
(resposta ao poema Me voy)

Eu fico. Não que inexista um destino.
É só porque minhas viagens, neste enquanto, são internas.
Eu fico esperando o momento de novamente
Envolver-te entre meus braços e pernas.
Eu fico com minhas hipóteses e metodologias
Fico com essa prótese de coração, cópia fiel.
Cuide bem da original em sua bagagem
Entre o kit de sonhos e camisa social.
Eu fico riscando o calendário duas vezes por dia
Para ver se alcanço mais rápido o seguinte...
Eu fico com nossas fotos e suas cartas.
Fico tentando casar sua letra e voz na minha memória.
Fico com a História, a Política, a Comunicação...
Vivo a prática diária das Ciências Humanas
E com a desumana carência da nossa práxis.
Fico, mas para declarar minha dependência
De lábios e toques, de corpos e atrito.
Digo ao povo que Fico.
...aguardando o grito da nossa doce inconfidência.