Domingo, Fevereiro 05, 2012

Malus pumila


É muito bom nos descobrir na natureza, seja por um nome em comum, seja pela afinidade de sentir energias convergentes. 

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

Intimidade


Jardim do Éden - Chapada dos Veadeiros (2.01.2012)

Domingo, Dezembro 25, 2011

25/12/2012: tudo em nome do aniversariante...





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1000 d.C.: a destruição do Santo Sepulcro, os primórdios do anti-semitismo (narrativa de Raul Glaber - 980?-1047, 'historiador' na Idade Média)

Na faculdade de História, aprendi com o professor de História Medieval e de Metodologia, Paulo André Parente, que os documentos não 'falam' nada, que não faz sentido buscarmos 'ouvi-los', pois eles apenas farão ecoar as vozes do próprio historiador/leitor em seu tempo-espaço. Caberá a cada um ler o documento acima e refletir a partir da narrativa de um colega, o 'historiador' Raul Glaber. Ponderação com a palavra historiador, já que a Idade Média é reconhecida como uma época "desprovida de meios para uma percepção, recorte e análise objetivos dos acontecimentos"*. Mas essa questão das objetividades é tema para outro post. 






*ALMEIDA, Neri Barros de. RAUL GLABER: UM HISTORIADOR NA IDADE MÉDIA(980/985-1047). In: Revista Signum, 2010, vol. 11, n. 2. Fonte: http://bit.ly/s9lc4Q   

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Vale do Cuiabá_Região Serrana (RJ)

O Vale do Cuiabá, distrito de Itaipava (RJ), um ano após ser devastado pela chuva



O ponto de ônibus é a metáfora de uma espera contínua.
O rio logo atrás já não se revolta como naquele dia, há quase um ano.
Para mim, que nunca estive ali, tudo se passa por calmo e ordenado. Mas sei, por fotos e memórias outras, que há uma ferida sendo cicatrizada, há um tempo correndo por novos leitos, há uma espera em curso. No entanto, uma espera mobilizada e ilustrada por pedreiros lambuzando tijolos com argamassa para levantar paredes e ânimos.

É dessa espera que é feita a vida... Mesmo quando as avalanches são outras.

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Pausa para o picolé: "Partilha"


Este instante foi registrado numa praça de Petrópolis (RJ), durante o passeio de 30 crianças da rede pública de ensino de São Gonçalo à cidade imperial... (21.12.2011)

***

A "tia" falou: "Dá um pedaço pra fulana". Essa partilha a que nos forçam quando somos pequenos é um tanto desagradável. Pior ainda ter que dividir o último pedaço ou o último biscoito com alguém que acaba de chegar no exato instante em que estamos prestes a colocar na boca aquela delícia derradeira. O irmão mais velho sempre ouve dos pais "Deixa sua irmã brincar também!" ou "É pra dividir pr'os dois!". Mas devemos convir que não são frases animadoras. Talvez possamos forçar a análise pro lado sociológico afim de explicar que a individualidade não tem sido vivida em benefício da coletividade, de forma tal que os pronomes possessivos nunca estiveram tão em alta na cotação da sociedade capitalista. Pode ser... É bem possível que seja... Minha bisa - falecida em 1985, embora minha avó tenha dado ultimamente pra negar o fato de que sua mãe já 'partiu pra casa do pai' - costumava proferir o seguinte ditado: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, é bobo ou não tem arte". Creio que seja este o lema dos banqueiros e daqueles que cuidam atualmente da salvação do Euro por meio da 'socialização das perdas'. Ah se a mesma socialização ocorresse nos ciclos de alta do capitalismo... Diante disso, como  não entender a pequena da foto, levemente tensa por ver seu picolé abocanhado pela coleguinha? O genuíno desejo de partilhar é coisa que se edifica com prática e exemplos. Hemos de rever ambos. E haverá época do ano melhor para essa reflexão?!

- Ho ho ho!  

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Leveza

É dessa leveza que a vida é feita...
Uma leveza que a levedura nos acrescenta
Provoca a vida em câmera lenta
E todas as cenas diante dos olhos
Num continuum que pede para se prolongar
Que pede para durar além do próximo copo
E, quem sabe, além do próximo corpo
Que pede para colar-se ao teu
Que pede para ser fiel
E nada mais há para ser pedido
Visto que o pedido ficou suspenso
Enquanto aguardamos os próximos atos
Dessa obra inacabada, chamada vida, chamada chama
E que clama para ser vivida, porque não podemos desperdiçar emoções
Porque estamos sós
Porque investimos tempo, suor e gozo,
Porque queremos a sensação da vitória
Porque voltar pra casa seria o oposto da glória
E ninguém quer ser filho pródigo na porta dos pais
Queremos mais, sempre
Nenhum barco de primeira viagem há de almejar o cais
Porque nossos planos pedem concretização, ação
E sois mais são quando vives a humana leveza de embriagar-se
E deixar-se ausente do chão, outra dentre tantas ilusões
Que construímos, apenas e tão somente com o sentido de caminhar
E ser terra, e ser água e ser semente.
Até florescer, até germinar...
-E depois?
Sois mar, sois cais...
E cada chegada é também partida.
É dessa alternância que é feita a vida, ida, finda...

Enquadramentos...



Rua do Sr. Manoel Pena de Mesquita Pinto, popularmente apelidada Rua do Ouvidor, fonte das notícias do século XIX... Quando as ruas são mais que números e letras desconexas, a história nos espreita. 



Domingo, Dezembro 18, 2011

Aquarela

Brasília - DF (Esplanada dos Ministérios)