sábado, janeiro 05, 2008

O caminho da roça...


Ao norte do estado do Rio de Janeiro, Minas. Muriaé, a uma distância de 21 km do asfalto, segundo rumores bastante confiáveis.
A beleza de alguns espaços fotos não são capazes de registrar e palavras deixam muito a desejar...
O lugar é daqueles que o som dos bichos é despertador, rede é balanço e terra é provedora direta e sem agrotóxicos.
As pessoas se esbarram com um "Tarrde" bem puxado e simpático... Isso se é tarde. "Dia" se for hora de "bom dia". E "Ôpa" se for de ôpa.
Vaca tem apelido carinhoso: Pretinha, Carmesina, Mascarada. E algumas parecem mesmo aquelas que vemos nas caixinhas do leite industrializado.
Seu Enésio, morador antigo, reclama das artimanhas fabris que elevam o preço do leite retirado por ele e outros cooperativados direto da fonte. O homem passa dos 70 e tem catarata nos olhos azuis como o céu, que faz fronteira com as serrinhas verdes daquelas bandas. Desconhece o poder inflacionante do sujeito chamado atravessador.
A vista de pouco alcance é compensada pelo que sua memória lhe informa... O campo está esvaziado...
Êxodo e cercas figuram a paisagem de hoje. Além das botas de cano alto daqueles que despertam antes do galo para testar a máxima metropolitana "em se plantando tudo dá".

Um comentário:

fabio jardim disse...

bela descrição! que vontade que deu de fugir, não pra muriaé, mas pra roça que vc falou.