Triste Nº 1
Por la memoria vagamos descalzos
seguimos el garabato de la lluvia
hasta la tristeza que es el hogar destino
la tristeza almacena los desastres del alma
o sea lo mejorcito de nosotros mismos
digamos esperanzas sacrificios amores.
A la tristeza no hay quien la despoje
es transparente como un rayo de luna
fiel a determinadas alegrías.
Nacemos tristes y morimos tristes
pero en el entretiempo amamos cuerpos
cuya triste belleza es un milagro.
Vamos descalzos en peregrinación
triste tristeza llena eres de gracia
tu savia dulce nos acepta tristes.
El garabato de la lluvia nos conduce
hasta el hogar destino que siempre has sido
tristeza enamorada y clandestina
Y allí rodeada de tus frágiles dogmas
de tus lágrimas secas / de tu siglo de sueños
nos abrazas como anticipo del placer.
quarta-feira, novembro 04, 2009
segunda-feira, setembro 28, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
Bibi canta Piaf (Teatro João Caetano - 19 de setembro)
A imagem é do Real Gabinete Português de Leitura em noite iluminada por Bibi Ferreira e por Edith Piaf . O Rio estava um pouco Paris no último sábado... Ou melhor, eu diria que é do Rio de Janeiro ser um pouco de cada coisa; um pouco Paris, um pouco Lisboa, um pouco Buenos Aires, um pouco Lima, um pouco Luanda... Como diz um autor que agora integra minhas referências bibliográficas, essa "volubilidade é condição humana, é feição pessoal e é característica brasileira".
sexta-feira, setembro 18, 2009
Nos(otros) o el jardín del vecino
No último dia 7, quando cheguei a Córdoba (Argentina), parei para o café da manhã na Confeitaria y Panadería Independencia. Pedi uma medialuna, um capuccino e o jornal veio como cortesia da casa aos fregueses. O jornal Ámbito Financeiro trazia na capa a seguinte notícia economico-futebolística:
Pág. 3

quarta-feira, setembro 16, 2009
domingo, setembro 13, 2009
No te salves - Mario Benedetti
Por que não escolher o caminho mais fácil?
Porque aos 20 e tantos não há salvação em buscar apenas o equilíbrio e a constância das coisas...
Abaixo, o poema do mestre Benedetti na interpretação de Miguel Angel Solá
No te salves - Mario Benedetti
No te quedes inmóvil
al borde del camino
no congeles el júbilo
no quieras con desgana
no te salves ahora
ni nunca
no te salves
no te llenes de calma
no reserves del mundo
sólo un rincón tranquilo
no dejes caer los párpados
pesados como juicios
no te quedes sin labios
no te duermas sin sueño
no te pienses sin sangre
no te juzgues sin tiempo
pero si
pese a todo
no puedes evitarlo
y congelas el júbilo
y quieres con desgana
y te salvas ahora
y te llenas de calma
y reservas del mundo
sólo un rincón tranquilo
y dejas caer los párpados
pesados como juicios
y te secas sin labios
y te duermes sin sueño
y te piensas sin sangre
y te juzgas sin tiempo
y te quedas inmóvil
al borde del camino
y te salvas
entonces
no te quedes conmigo.
sábado, setembro 12, 2009
Aspas
"Dirán que nosotros somos los subdesarrollados, pero no lo crean" (Theotonio dos Santos, Buenos Aires - ALAS 2009)
Novela e Sociologia
Um professor de Sociologia me dizia que as novelas podem ser matéria-prima para compreensão de uma sociedade ou das representações que são feitas sobre ela. O último capítulo de Caminho das Índias, exibido ontem, dá um bom exemplo dessa suposta função das tramas televisivas.
***
Uma criança vai ao Juíz para anular seu casamento com o noivo indesejado. É abordada pela autora Glória Perez a tradição indiana do casamento arranjado entre crianças, apesar de leis contrárias. Bom, a jovenzinha de traquejos adultos consegue anular o matrimônio e corre para contar a novidade ao amigo dalit, um excluído sem casta.
Ela comemora, pois poderá escolher, no futuro, "um marido instruído e moderno". O pequeno dalit expressa seu desejo de ser o escolhido e sonda suas chances após alcançar as qualidades destacadas pela jovem de casta superior. Pela fala do pretendente, com suas prentensões de enriquecimento, "ganhar dinheiro" é igual a ser "instruído e moderno". A aceitação é imediata e um 'pacto de amor' é feito entre os pequenos de diferentes castas.
Interessante como a distinção originária do berço (a diferença de castas) é trocada por outra, caracterizada pelo dinheiro, ou seja, pela posição econômica do jovem pretendente. O mesmo valendo para sua versão adulta, representada pelo ator/apresentador Márcio Garcia. Fica a idéia de que a superação de uma distinção se dá pela criação de outra; vale dizer que a nova forma de diferenciação é racionalizada para parecer tão normal e natural quanto a que pretende substituir.
O marido moderno é oposto ao marido atrasado. Assim como a nova e moderna forma de diferenciação entre pessoas (ou pretendentes) se sobrepõe àquela outra, atrasada. Somos o que conseguimos conquistar com nosso esforço diário, segundo a máxima do self made man. E o 'fracasso' é sempre resultado de pouco empenho pessoal e nunca de condições econômicas estruturais, injustas e desiguais. Afinal, somos todos iguais perante a lei dos homens (e de Deus).
The end! Ou melhor, Fim.
***
Uma criança vai ao Juíz para anular seu casamento com o noivo indesejado. É abordada pela autora Glória Perez a tradição indiana do casamento arranjado entre crianças, apesar de leis contrárias. Bom, a jovenzinha de traquejos adultos consegue anular o matrimônio e corre para contar a novidade ao amigo dalit, um excluído sem casta.
Ela comemora, pois poderá escolher, no futuro, "um marido instruído e moderno". O pequeno dalit expressa seu desejo de ser o escolhido e sonda suas chances após alcançar as qualidades destacadas pela jovem de casta superior. Pela fala do pretendente, com suas prentensões de enriquecimento, "ganhar dinheiro" é igual a ser "instruído e moderno". A aceitação é imediata e um 'pacto de amor' é feito entre os pequenos de diferentes castas.
Interessante como a distinção originária do berço (a diferença de castas) é trocada por outra, caracterizada pelo dinheiro, ou seja, pela posição econômica do jovem pretendente. O mesmo valendo para sua versão adulta, representada pelo ator/apresentador Márcio Garcia. Fica a idéia de que a superação de uma distinção se dá pela criação de outra; vale dizer que a nova forma de diferenciação é racionalizada para parecer tão normal e natural quanto a que pretende substituir.
O marido moderno é oposto ao marido atrasado. Assim como a nova e moderna forma de diferenciação entre pessoas (ou pretendentes) se sobrepõe àquela outra, atrasada. Somos o que conseguimos conquistar com nosso esforço diário, segundo a máxima do self made man. E o 'fracasso' é sempre resultado de pouco empenho pessoal e nunca de condições econômicas estruturais, injustas e desiguais. Afinal, somos todos iguais perante a lei dos homens (e de Deus).
The end! Ou melhor, Fim.
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21 de setembro de 2009
Comentário da Priscila, que veio pedalar por aqui e aproveitou para deixar sua opinião sobre a crítica sociológica (sim, e por que não?) do último capítulo de Caminho das Índias...
Gostaria de dar minha humilde opinião sobre o texto Novela e Sociologia no seu blog: Concordo totalmente com seu professor que uma análise das novelas pode auxiliar e muito na compreensão de nossa sociedade. Quando a personagem Anusha diz querer um marido "instruído e moderno" acredito que seja um homem instruído academicamente e moderno segundo às tradições indianas. Ter dinheiro não tem o mesmo significado de ser "instruído e moderno", pelo menos para os indianos. Existem dalits ricos e brahmanes pobres na Índia. Dinheiro e casta não tem o mesmo valor por lá. A personagem de Hari, o menino dalit, é pretendente de Anusha há muitos capítulos não por uma promessa mas porque os dois assim o desejam. A instrução acadêmica é um requisito para o "pacto de amor" porque a educação é muito importante para os indianos. E ser moderno vai por tabela porque um dalit que respeitas as tradições aceita resignado o seu "destino" e nunca se casaria com uma vaishya. O sistema de castas não é substituído pelo nosso das classes sociais, constituído pelo dinheiro. Os dois são cruéis, mas existem em ambas sociedades. A personagem de Márcio Garcia considero um pouco diferente. Um dalit educado no Ocidente, só entende sua condição na Índia sob o prisma ecônomico. Acredita que será aceito quando tiver dinheiro, o que não acontece. Depois crê que a inclusão se dará pelo casamento com uma mulher de casta e rica, mas em nenhum momento Glória realiza esse desejo dele. Se essa diferenciação pelo dinheiro fosse a utilizada pela Glória Perez, Maya se casaria com Bahuan logo nos primeiros capítulos, porque os dois tinham posses. Até acredito que na sinopse original ela teria dado esse final feliz para os dois, mas não sei de que forma. Seriam ricos porque não sei se você percebeu, mas ao contrário da família dalit, todos do núcleo indiano eram ricos, inclusive o Bahuan (Márcio Garcia). Mas provavelmente morariam no Brasil ou na Inglaterra, porque na Índia sempre seriam dalits independente da conta bancária. Sou noveleira há muito tempo e com minha formação em História, pude perceber melhor essas nuances na narrativa dos autores. Discordo de alguns pontos da obra da Glória Perez como a caricatura que ela faz de algumas personagens, mas acho que ela é uma das poucas escritoras/escritores que tratam o universo de outras culturas com tanto respeito. Aliás ela é historiadora. Beijocas, Priscila .
sexta-feira, setembro 11, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
terça-feira, agosto 11, 2009
Os leitores
Teología y periodismo
"Dice el teólogo que el conocimiento filosófico es individual, mientras que la fe exige al otro: es tradición. En algo lleva razón: creer es confiar, lo contrario de pensar. Pensar es osar pensar y pensar por uno mismo.
A veces hay que mezclar la teología con el periodismo. El bueno siempre parte del pensar de sus lectores. El otro, el espurio, vive del creer y de la credibilidad acumulada." (Lluís Bassets)
http://blogs.elpais.com/lluis_bassets/2009/08/teolog%C3%ADa-y-periodismo.html
"Dice el teólogo que el conocimiento filosófico es individual, mientras que la fe exige al otro: es tradición. En algo lleva razón: creer es confiar, lo contrario de pensar. Pensar es osar pensar y pensar por uno mismo.
A veces hay que mezclar la teología con el periodismo. El bueno siempre parte del pensar de sus lectores. El otro, el espurio, vive del creer y de la credibilidad acumulada." (Lluís Bassets)
http://blogs.elpais.com/lluis_bassets/2009/08/teolog%C3%ADa-y-periodismo.html
sexta-feira, agosto 07, 2009
E depois de resistir?
Comunicación que no comunica
A partir de los suicidios en empresas generados por las condiciones de trabajo, Mela Bosch advierte sobre los riesgos que surgen cuando “la comunicación no comunica” e informa sobre la reivindicación de los sindicatos europeos en la materia.
Por Mela Bosch *
Desde Milán
Desde Milán
El 14 de julio de 2009 es una fecha histórica para Francia. Es el día del suicidio número 18 en 18 meses entre los empleados de Telecom. En una carta a su familia que ha sido publicada por diarios de diferente signo político, como Le Monde, France Soir y Libération, un hombre de 51 años de Marsella dice más que explícitamente: “Yo me suicido a causa de mi trabajo en Telecom”. Menciona como factores “la urgencia permanente” y “la sobrecarga de trabajo”.
En “C’est dans l’air” (Está en el aire), uno de los programas televisivos de debate de más audiencia de la TV5, la preocupación por el malestar de Sarkozy dejó espacio a este malestar, quizá no tan taquillero a nivel mundial pero mucho más significativo.
Y no es para menos. Sólo en Telecom Francia, empresa de la cual el Estado es el accionista mayoritario y que emplea a más de cien mil personas, desde el inicio de la crisis económica se han producido 18 suicidios y 10 tentativas. En Renault ha habido tres suicidios y otros tantos en pequeñas empresas del interior, como el caso del delegado obrero de una fábrica de cerámica que no pudo evitar que sus compañeros terminaran en la calle.
El Ministerio de Trabajo, según anunció su titular, Xavier Bertrand, está llevando una investigación nacional sobre el estrés laboral para identificar los sectores más expuestos. Esta decisión se tomó a partir de un informe sobre los riesgos psicosociales en el trabajo, elaborado por un equipo coordinado por el magistrado Philippe Nasse y el médico psiquiatra Patrick Légeron. Este último hizo notar que la fragilidad es mayor entre los trabajadores del área de servicios y en especial en el sector comercial de las telecomunicaciones, sujetas a lo que el suicida marsellés llamó en su nota póstuma: “administración por medio del terror”. Se trata de una forma de gestión que se basa en la competencia permanente entre los funcionarios y que estimula el aislamiento frente a la computadora, a la vez que usa la humillación y la desvalorización como formas de castigo pasivo hacia quienes no producen de acuerdo con los objetivos de ventas exigidos, especialmente en un momento en que la recesión hace que estos objetivos resulten irreales e inaccesibles.
Los expertos del gobierno proponen lanzar una campaña de información para los directores de las empresas y los trabajadores sobre sus derechos en cuanto a condiciones de trabajo, lo cual resulta casi banal en medio de lo devastador de la situación. El médico y psiquiatra Légeron precisó en el programa televisivo que la crisis empezó siendo financiera, se hizo económica y terminará siendo sanitaria. Y es algo para tener en cuenta, si consideramos que desde el inicio de la crisis en Francia el suicidio por estrés laboral ha producido más víctimas que la gripe A (el 30 de julio se produjo la primera víctima, una niña de 14 años que padecía de una enfermedad grave).
Pero, por otra parte, es para valorar que en una sociedad individualista y frustrada por la crisis aparezcan nuevos valores y recursos en el campo de las luchas sociales. A partir de esa muerte del 14 de julio, sindicatos, comisiones obreras y de empleados de servicios y de telecomunicaciones han lanzado una revolucionaria reivindicación: considerar el suicidio como accidente de trabajo y hacer responsables a las empresas cuando esté claramente identificada la causa. Es revolucionario porque implica dar un nuevo enfoque a la seguridad en el trabajo, considerando dentro de los riesgos y la violencia en el ambiente laboral también los aspectos psicológicos, morales y de dignidad humana que involucran los despidos masivos, el aislamiento frente a la computadora y la competitividad despiadada entre compañeros. Un indispensable paso en el triste camino a recorrer para mitigar la impotencia y el dolor a las familias de las víctimas de las políticas liberales, que intentan cubrir su fracaso e ineficacia echando a sus trabajadores o exigiendo metas imposibles.
* Consultora lingüística. Docente on line de la Cátedra Tecnologías en Comunicación Social de la Facultad de Periodismo de la UNLP (Universidad Nacional de La Plata).
quinta-feira, agosto 06, 2009
Cambiando de mundo...
Um amigo me disse hoje que deve morar em Angola pelo próximo ano. Outro está procurando um inquilino para eu 'cafofo' em Copacaba (R$ 1.200,00 "com tudo incluído" - fiz a propaganda e quero minha parte...). Enquanto uns partem, outros se (re)encontram.
"O máximo que eu conseguia com ele era me lembrar de você". Um terceiro amigo reinaugura uma história de amor ao som dessas palavras, ditas por uma "ex", futura "atual". Antes, porém, meu amigo terá a difícil tarefa de comunicar a reviravolta da trama para a terceira ponta do triângulo. O ponto de virada é o retorno do romance passado, que agora pede para ser presente e futuro. Tudo junto. Isso significa um ponto final súbito no roteiro que vinha sendo rascunhado com capricho. O que me lembra aqueles fins estranhos de novelas com baixo índice de aprovação. Imagine se Machado de Assis escrevesse orientado pela divindade Ibope: será que Dom Casmurro correria o risco de terminar com um final feliz? Seria um desastre para nossa literatura!
Então, quem disse que os finais tem que ser sempre felizes, meu caro amigo?
"Ela tem um poder de fogo nos olhos que vai acabar comigo", disse ele, preocupado com o momento em que o triângulo terá que ser desfeito. Lembro-o daquela namorada, à época da faculdade. Tento defender a tese do "tudo passa"... "Ela era estranha", uma provocação. Trazia um botão fechado no lugar dos lábios. Sorrisos? Não cheguei a presenciar. Meu amigo conta que naquela época o namoro já estava desgastado. Mas um dia a moça havia sido atraente aos seus olhos: "Ela era a única menina que lia e pintava o cabelo de vermelho. Depois o tempo foi ingrato e ela acabou perdendo a graça para mim".
***
Comecei a escrever pretendendo fazer uma breve introdução. Lá se foi a brevidade em troca da fofoca... Enfim, o poema abaixo é de um uruguaio, falecido recentemente, que sabia como ninguém expressar essas coisas que versam sobre corações e finais. No poema com o qual me deparei há pouco, Mario Benedetti é certeiro com sua metonímia.
Assim que o poeta morreu no início do ano, recebi as seguintes palavras: "Mario Benedetti foi um dos últimos poetas a que me apresentaram e que valeu a pena conhecer (...) Apresentar um poeta a uma pessoa é coisa muito generosa. (Tanto, que às vezes, a gente até se engana com um gesto desses.) Gosto dos poucos versos dele que li. E gosto muito de você por, entre outras razões, fazer com que a gente leia coisas dessas na vida." São palavras de quem, longe, parece permancer. Ok, que seja...
Cuando la poesía
Cuando la poesía
Cuando la poesía abre sus puertas
uno siente que el tiempo nos abraza
una verdad gratuita y novedosa
renueva nuestro manso alrededor
cuando la poesía abre sus puertas
todo cambia y cambiamos con el cambio
todos traemos desde nuestra infancia
uno o dos versos que son como un lema
y los guardamos en nuestra memoria
como una reserva que nos hace bien
cuando la poesía abre sus puertas
es como si cambiáramos de mundo.
*Poema inédito de la obra en marcha de título provisional: Biografía para encontrarme
In process...
Acima, mais um estágio de uma obra não terminada. Na parte lisa (que acabei transformando num grande vazio com cor-de-burro-quando-foge) ainda pretendo ousar, colocando em prática umas idéias que há semanas passam aqui pela cabeça. Jeans e contorções... Linhas de lã... Bom, como pretendido, o branco entre as partes coloridas deu um realce ao conjunto...
sábado, julho 11, 2009
sábado, junho 13, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
Apenas um rapaz latinoamericano...ou Encontros.
Este texto me fez lembrar de encontros casuais que ocorrem durante viagens. São situações imprevisíveis que nos fazem, às vezes, mudar a rota e descobrir novos caminhos. A despedida é sempre como conta Juan Cruz no texto que captei de seu blog http://blogs.elpais.com/juan_cruz/. Ainda espero por novas viagens e pelas felizes surpresas que elas trazem... Para terminar este breve comentário e deixar o resto do espaço com o titular do blog Mira que te lo tengo dicho, chamo atenção para a última frase do texto de Cruz. A identificação é total!
16 abril, 2009 - 10:30 - Juan Cruz
Escritores entre Cervantes y una paloma
Estuve anoche en el Corral de Comedias de Alcalá de Henares conversando con cuatro jóvenes escritores latinoamericanos, nacidos todos ellos a partir de 1970. El más joven es el mexicano Tryno Maldonado, que nació hace 32 años. Los otros son la chilena Andrea Jefatnovic, la boliviana Giovanna Rivero y el argentino Juan Terranova. Todos han publicado ya libros, sobre todo novelas, y los cuatro fueron invitados para estar todo este mes en Alcalá de Henares. La iniciativa es de la Universidad, que hace coincidir esta invitación para que los jóvenes autores se encuentren y encuentren el centro del territorio de Cervantes con los actos que arropan allí la entrega del premio Cervantes a Juan Marsé, un maestro. El marco es, pues, el Festival de la Palabra, y este esquema de arropamiento de jóvenes escritores se llama Escritores en Residencia. Ellos están encantados de estar aquí; no se conocían, o se conocían poco, por los medios electrónicos; sabían algunos de ellos de ciertos textos suyos, pero no se conocían. Reproducían en sí mismos un problema grave de la comunicación literaria en español: conocen a los españoles, o lo que pasa por España, pero se desconocen entre países latinoamericanos. Y ese es un gran déficit de ahora, del pasado y del porvenir. Hablaron de eso, y hablamos de muchas más cosas. De las influencias; del lenguaje; de cómo el español de España y el español de los países iberoamericanos se impide o se retroalimenta; de los caciquismos literarios; de Cortázar; de Los últimos días de la humanidad de Karl Kraus; de cómo el marketing terminan impostando las novelas; de las imposturas; de cómo la literatura se mide con el capital; del marxismo; de las palomas que cagan sobre la estatua de Cervantes; de las novelas nazis (o sobre nazis) que se hicieron en México; de la novela híbrida (invención de Giovanna); de que todas las novelas ahora son híbridas; de Unamuno; de releer los libros propios; de la humildad; de la paciencia; de los egos revueltos; de los egos resueltos; de la búsqueda como sustento eterno de la vocación literaria; de los 1433 escritores que hay en México (y otros tantos en tantos sitios); de cómo se dice coger, follar, en cada sitio; de cómo se dice correrse; de cómo se traduce culear; de cómo Jean Claude Van Damme dice en español joder, y así sucesivamente. Quedamos para vernos otra vez. Lo que más lástima me dio es no ser joven y seguir allí, con ellos, escritor en residendcia. Pero soy latinoamericano. Que ya es muchísimo.
Escritores entre Cervantes y una paloma
Estuve anoche en el Corral de Comedias de Alcalá de Henares conversando con cuatro jóvenes escritores latinoamericanos, nacidos todos ellos a partir de 1970. El más joven es el mexicano Tryno Maldonado, que nació hace 32 años. Los otros son la chilena Andrea Jefatnovic, la boliviana Giovanna Rivero y el argentino Juan Terranova. Todos han publicado ya libros, sobre todo novelas, y los cuatro fueron invitados para estar todo este mes en Alcalá de Henares. La iniciativa es de la Universidad, que hace coincidir esta invitación para que los jóvenes autores se encuentren y encuentren el centro del territorio de Cervantes con los actos que arropan allí la entrega del premio Cervantes a Juan Marsé, un maestro. El marco es, pues, el Festival de la Palabra, y este esquema de arropamiento de jóvenes escritores se llama Escritores en Residencia. Ellos están encantados de estar aquí; no se conocían, o se conocían poco, por los medios electrónicos; sabían algunos de ellos de ciertos textos suyos, pero no se conocían. Reproducían en sí mismos un problema grave de la comunicación literaria en español: conocen a los españoles, o lo que pasa por España, pero se desconocen entre países latinoamericanos. Y ese es un gran déficit de ahora, del pasado y del porvenir. Hablaron de eso, y hablamos de muchas más cosas. De las influencias; del lenguaje; de cómo el español de España y el español de los países iberoamericanos se impide o se retroalimenta; de los caciquismos literarios; de Cortázar; de Los últimos días de la humanidad de Karl Kraus; de cómo el marketing terminan impostando las novelas; de las imposturas; de cómo la literatura se mide con el capital; del marxismo; de las palomas que cagan sobre la estatua de Cervantes; de las novelas nazis (o sobre nazis) que se hicieron en México; de la novela híbrida (invención de Giovanna); de que todas las novelas ahora son híbridas; de Unamuno; de releer los libros propios; de la humildad; de la paciencia; de los egos revueltos; de los egos resueltos; de la búsqueda como sustento eterno de la vocación literaria; de los 1433 escritores que hay en México (y otros tantos en tantos sitios); de cómo se dice coger, follar, en cada sitio; de cómo se dice correrse; de cómo se traduce culear; de cómo Jean Claude Van Damme dice en español joder, y así sucesivamente. Quedamos para vernos otra vez. Lo que más lástima me dio es no ser joven y seguir allí, con ellos, escritor en residendcia. Pero soy latinoamericano. Que ya es muchísimo.
Clarice sempre me faz lembrar de você...
"...o horror e as emoções negativas são infinitamente preciosos na medida em que também constituem modalidades daquele espanto ontológico elementar, que é nossa forma mais concreta de consciência do futuro latente em nós e nas coisas". Clarice Lispector
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