sábado, janeiro 05, 2008

O caminho da roça...


Ao norte do estado do Rio de Janeiro, Minas. Muriaé, a uma distância de 21 km do asfalto, segundo rumores bastante confiáveis.
A beleza de alguns espaços fotos não são capazes de registrar e palavras deixam muito a desejar...
O lugar é daqueles que o som dos bichos é despertador, rede é balanço e terra é provedora direta e sem agrotóxicos.
As pessoas se esbarram com um "Tarrde" bem puxado e simpático... Isso se é tarde. "Dia" se for hora de "bom dia". E "Ôpa" se for de ôpa.
Vaca tem apelido carinhoso: Pretinha, Carmesina, Mascarada. E algumas parecem mesmo aquelas que vemos nas caixinhas do leite industrializado.
Seu Enésio, morador antigo, reclama das artimanhas fabris que elevam o preço do leite retirado por ele e outros cooperativados direto da fonte. O homem passa dos 70 e tem catarata nos olhos azuis como o céu, que faz fronteira com as serrinhas verdes daquelas bandas. Desconhece o poder inflacionante do sujeito chamado atravessador.
A vista de pouco alcance é compensada pelo que sua memória lhe informa... O campo está esvaziado...
Êxodo e cercas figuram a paisagem de hoje. Além das botas de cano alto daqueles que despertam antes do galo para testar a máxima metropolitana "em se plantando tudo dá".

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal com Bethânia...

"Eu sei que atrás desse universo de aparências,das diferenças todas, a esperança é preservada.Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir e dela não me conformo. Eu acredito em tudo, mas quero você agora! Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida. Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas. Amo o teu jogo triste e as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, te amo pela tua essência e te amo até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te rebanhado nas águas do equívoco. Te amo nas horas infernais e na vida sem tempo... Te amo pelas crianças e futuras rugas. Te amo pelas tuas ilusões perdidas e teus sonhos inúteis... Amo teu sistema de vida e morte, te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras e te amo desde os teus pés até o que te escapa. Te amo de alma para alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis, quando o próprio amor vacila."

Por Maria Bethânia em Maricotinha - Autor desconhecido

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Jogo de palavras

Outro dia estava com alguns colegas brincando com palavras. Embora fosse minha primeira vez e desconhecesse as regras, fiz bonito! Eu estava em último lugar e na última rodada formei sobre o tabuleiro uma palavra de quatro letras que me rendeu pontuação recorde.

"Gozo é uma ilha no Mar Mediterrâneo, parte da República de Malta, e a segunda maior ilha em extensão territorial do arquipélago que forma aquele país. Tem área de 67 km² e população de 30.750 em 2003. Sua principal cidade é Rabat, também chamada Victoria. É uma diocese católica independente. A ilha tornou-se despovoada em 1551 quando toda a população de aproximadamente 6.000 habitantes foi escravizada por soldados otomanos e piratas muçulmanos." Fonte: Wikipédia



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E ao sul do Equador, eis uma outra ilha...

Sobradinho (BA): um pedacinho de terra cercada de interesses por todos os lados...



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Fome Zero - 22º dia


Greve de fome facilita o ataque de infecções

REPORTAGEM DA REDAÇÃO LOCAL


Infecções, perda do músculo cardíaco, alterações no sistema digestivo e problemas nas articulações. Essas são algumas das consequências que a greve de fome pode trazer para o ser humano. Segundo especialistas, desde que esteja se hidratando, o indivíduo que se submete ao jejum sobrevive até dois meses sem nenhum tipo de alimentação. No entanto, os resultados graves para a saúde são sentidos a partir do trigésimo dia.Quando uma pessoa pára de se alimentar, sem deixar de ingerir água, o gasto energético diminui de forma significativa, segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho. "É o mecanismo de defesa do organismo", disse. Nesse período, o indivíduo fica mais exposto a infeccções e gripes.Desde o segundo dia de jejum, o corpo usa dois meios para obter energia, segundo o biólogo e professor de bioquímica médica da UnB (Universidade de Brasília) Marcelo Hermes-Lima. O organismo quebra proteínas dos músculos, que são transformadas em aminoácidos. No fígado, esses aminoácidos são convertidos em glicose. O fígado exporta a glicose para o sangue, que volta a alimentar os tecidos, principalmente o cérebro. Em paralelo, o corpo também usa a gordura do tecido adiposo para fornecer energia."Durante o período de jejum prolongado o indivíduo perde, em parte, a capacidade de absorção intestinal por falta de uso do tubo digestório", disse o professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Osmar Monte. (AFONSO BENITES E LARISSA GUIMARÃES)




"Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do rio São Francisco. "
(Dom Luiz Flávio Cappio, carta publicada na Folha de São Paulo há alguns dias...)

quinta-feira, dezembro 06, 2007

São Francisco e vovó

"É uma agressão tremenda", disse ele, "já que faz parte do instinto humano a preservação da vida. Só tendo uma convicção espiritual muito forte podemos vencer o instinto. Os quatro primeiros dias são insuportáveis e muito dolorosos porque se tem a expectativa do organismo pelo alimento que deve receber, que vem de fora. Depois disso o organismo está psicologicamente preparado, pois sabe que não vai receber nada e passa a se autoconsumir. Você não sente tanto a necessidade do alimento, mas o enfraquecimento é visível e cada vez mais você percebe a debilidade em seu corpo. Começa a faltar a memória e aparecem as dificuldades de se locomover. Depois fiquei sabendo que, pelas previsões médicas, eu agüentaria apenas mais dez dias."

Trecho da entrevista de dom Luiz à revista "Estudos Avançados" da USP ("O São Francisco, a razão e a loucura", jan./abr./ 2006, www.iea.usp.br/iea/revista) sobre sua primeira greve de fome para sensibilizar o governo a rever o projeto de transposição do Rio São Francisco.


Fracassado em sua primeira tentativa, dom Luiz iniciou há 10 dias uma nova greve de fome, promentendo chegar às últimas conseqüências em defesa do São Francisco.


***
Conversas com vovó...
Relembrando seus tempos de escola, vovó mostra que sua memória está bem viva! Com seus 80 e tais anos, ela guarda decoradinho o trajeto do São Francisco. E declama, como poesia ou tabuada:
- Nasce na serra da Canastra em Minas Gerais. Atravessa Minas e Bahia. Divide Bahia de Pernambuco, Pernambuco de Alagoas, Alagoas de Sergipe e desemboca no Oceano Atlântico.
Tão fofinha! Será que conto para ela sobre a possibilidade de alteração nos seus versinhos tão bem memorizados. Talvez vovó não fique tão decepcionada, afinal é para saciar a sede dos filhos da seca. A menos que junto com a transposição das águas ocorra a transposição de interesses... Nada novo...

sexta-feira, novembro 23, 2007

Conversas (e memórias) com vovó

Vovó anda carente. Hoje fiz uma visita e conversamos um pouco... Assunto preferido dela: meu (s) (ex)namorado (s). Entre nossas conversas vovó sempre deixa escapar algumas de suas memórias...

- Quantos namorados você já teve?
- Três, vó!
- Tudo isso?!
- Não é muito. Estou conhecendo pessoas... Até um dia, quem sabe, conhecer aquele que vai ser mais especial.
- E como você vai saber se é "ele"?
- Ué, vó. Isso você que tem que me dizer... No final, a gente encontra?
- Não. A gente se engana...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Comédia (à dois) da vida privada...

- Querido, você não é romântico... Queria que você falasse coisas bonitas, românticas... Sobre a lua no céu, sei lá...
- Falar sobre a lua no céu... Correto. Cadê a lua? - procura, procura e... - Cadê a porra da lua?

sábado, novembro 03, 2007

"Eles"

Quando chega a manhã, sempre encontro
uma razão irresistível para ir vê-la
E antes de me dar por conta, estou ao pé dela
Ora é ela quem me diz à noite:
"Amanhã virás, não é?"
Quem seria capaz de recusar.?!

***
Ele vive entre o ceder e o resistir
Se esquece, moço inquieto,
Que mesmo as margens mais opressoras
impõem ao rio apenas um único desafio: fluir.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Sendo, co-sendo e descosendo...

La Maja vestida - Francisco de Goya
Museo del Prado



Sou mais eu quando não estou aqui. Acho que em seus braços sou um pouco eu também. Mas sou mais a projeção do que você espera de mim. Sou mais eu quando estou além-mar ou em pátrias outras. Longe de todos que amo e da recíproca verdadeira faz mais sentido ser aquela que persigo aqui dentro. Naqueles lugares em que sou desconhecida, tudo me revela mais do que aqui, onde já vim transparente demais e preciso me armar com máscaras e pudores. Pois, que seja! Vou sendo no “onde” que houver, cada momento de uma vez... E agora, momento em que não encontro espaço para ser além de rotina e leitura, vou sendo e co-sendo bem devagar e em sua companhia. Mas, de noite, desfaço o bordado para permanecer mais tempo aqui, quem sabe ao seu lado. Quem sabe... (M.L.C.M.)


La Maja desnuda - Francisco de Goya

segunda-feira, outubro 15, 2007

Roubos

Sem pudor, roubei esta citação de um blog alheio, como faço quando gosto de alguma coisa... Não, não sou cleptomaníaca. Isso se restringe às citações e a outros bens não materiais. Nada de atentar contra a propriedade privada, te asseguro John Locke.
Segue...
"A descoberta da mulher de nossas vidas funciona como uma boneca russa. Você tem que ir abrindo cada uma delas, uma escondida dentro da outra, até chegar à última. Mas você nunca sabe qual é a última boneca até chegar nela. E às vezes ficamos com medo de ver se ainda há outra boneca escondida dentro daquela que a gente julga ser a última." (Filme Bonecas Russas)
Pois, sigamos todos na descoberta deliciosa do outro, dia após dia...
***
"O presente me exige doses cavalares de racionalismo".
Por mais que a Anna me diga ser anti-ético se citar, gostei desta frase que surgiu no comentário do Firulas.
Aliás, aproveito para mais um roubo...
Sábado, Setembro 22, 2007

Um retrato cretino da esperança
Quando ela saiu, fez questão de levar a chave e deixá-lo trancado em casa. Disse para esperá-la, que voltava, e que trazia pão fresquinho e carinho. Que esperasse. Depois, bateu na casa de cada vizinho e convenceu a todos que deveriam sair dali. Que era melhor, e que não se preocupassem, que ela chamava a empresa de demolição. Derrubou-se todo sinal de moradia num raio de quilômetros, até onde a vista dele alcançava. Dedetizou a região; mataram-se as pragas, e junto com elas simpáticas formigas, grilos, gatos e marias-sem-vergonha. Depois, calou o vento e os pássaros. Em seguida, mandou apagar o sol, e desintegrar a lua. Voltou um tempo depois, e parou em frente à casa trancada. Sem ar que vibrasse as suas palavras, teve que passar um bilhete por baixo da porta. Avisava que demoraria mais um pouco, que era um imprevisto, que esperasse. Despedia-se com um beijo, cheio de promessas. Depois, fez queimar o bilhete, e a si mesma.Que esperasse.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Pontaria

Você que me fala de outras vidas
Você que me fala de vôos altos
Você com quem compartilho deliciosas biografias
Como pode me dizer que só tenho uma bala em meu revólver?

Não introduza sua interpelação com questões racionais
Pois ,enquanto escrevo, descarto a métrica decartiana
Pois, enquanto escrevo, quero apenas pensar plural
Pois escrevo, e isso é “mirar apontar e fogo!”

Meu amigo, que tanto prezo, não me prive de suas perguntas cruéis
Elas me fazem pensar, ajustam o foco da minha pontaria
Mas não me diga que não posso atirar...
E, acredite, não falo inspirada por utopia ou inocência estúpida


Não vê que já saí da caverna há tempos!
Já aprendi a enxergar além de umbigo e sombras
Ao pesar cada "apesar" reconheço um foco de luz...
Que emerge da urgência, mas é caminho e não carência

quinta-feira, outubro 11, 2007

Gramsci e a manicure

Enquanto entregou as unhas, lia algumas páginas do Intelectuais e a Organização da Cultura. A manicure, dedicada à tarefa orgânica de cuidar de seus quatro filhos e marido, seguia em silêncio. Uma com seu livro e a outra em seu sua tesoura, lixa e alicate. Uma com o livro que tomara emprestado do professor da faculdade. A outra com seus próprios meios de produção.

Lá pela metade da cutícula do mindinho da mão esquerda, a manicure já sentia falta do diálogo, sempre tão farto entre ela e suas clientes. Sem conter a língüa, disparou sem piedade sua pergunta, antes de aplicar uma dose sequer de anestesia. Como se arrancasse um bife daqueles enormes, lançou:


- Este livro responde as tuas perguntas?!
Pergunta pontuda! Estavam bem afiadas as ferramentas da manicure!
O silêncio permaneceu. Não se ouviu nem ao menos um "ai".

Ainda assim, um pensamento mudo ousou desafiar lixa, tesoura e alicate:
"Essas manicures estão cada dia mais abusadas!"


segunda-feira, outubro 08, 2007

"Vou pra rua e bebo a tempestade..."

"Existe uma pessoa que está ao seu lado, silenciosamente apenas no movimento barulhento das coisas aparentes, porque percebe que o mestrado é apenas pretexto para você empreender a busca da tempestade (sem o risco dos trovões que ferem, mas com os raios que nos alentam). Creio que sou um dos pouquíssimos a perceber você na totalidade, senão o único, e isso é ouro."

ps: Depois vou buscar uma imagem que faça jus a essa injeção de ânimo na veia!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Manifesto à insanidade (Para Anna)

Assumo sem medo ou arrependimento: Sim, falta um parafuso aqui! Falta um peso nessa balança, falta um ponto na frase, uma vírgula, um parágrafo, uma conjunção ... Admito! Falta "preparo emocional" para lidar com as surpresas do dia-a-dia. No caso, contudo, já que, não tendo o poder de prever o futuro, a partir do momento que ponho o pé na rua estou me deparando com uma surpresa. A inesperada chuvinha justo quando saí desprevenida, o sol que saiu naquele dia que apostei na manga cumprida, o encontro na noite que decidi chegar mais cedo em casa para estudar...


Logo, reconheço que mereço meu "primeiro lugar", que, claro, não é só meu. É de todos aquele que me ajudaram a chegar até aqui. De todos que contribuem diariamente para minha "leve" instabilidade. Vou começar pelos buracos. Eles estão sempre no meio do caminho, justo no caminho da minha bicicleta. Impossível não desequilibrar.

domingo, setembro 30, 2007

Com dom e sem Dom...

"Essa consideração também é útil para que o jornalista iniciante (incluindo esta autora) assuma a consciência sobre as variáveis envolvidas na produção da informação e busque equacioná-las sem aspirações quixotescas, mas também não permitindo que ganhe espaço a acomodação em relação às regras do jogo."

(Trecho das considerações finais do meu trabalho de conclusão do curso de Jornalismo intitulado As gerações da notícia: O texto e o contexto da grande imprensa brasileira durante as viradas’ técnicas e políticas (1960-1980))

sábado, agosto 25, 2007

Las manos


Una destas manos en el aire es mía...


Por Guadalajara meus sentidos foram excitados pelos cheiros, gostos, imagens, ritmos, texturas...

Tudo é puro estímulo!

Täo perto das minhas mäos...




sábado, agosto 11, 2007

Fim de ciclo...

Agradecimentos



Eis que se aproxima mais um fim e mais um começo...

- Lide, Malu! Lide!

Vou tentar. Sem nariz de cera, agradeço aos meus amigos por compartilharem comigo as primeiras caminhadas entre o Iacs e o Gragoatá, por tornarem as aulas do professor “Babinha” mais interessantes, por suportarem meu estresse pré-apresentação do Aníbal (Bernardo, por que você não entrou na máquina do tempo?!), por dividirem os intervalos (e as aulas vagas) no anfiteatro - e depois na praia - do nosso Instituto...


Pelas aulas de jornalismo, agradeço ao amigo Breno Costa. Guardo as experiências compartilhadas no De Olho (De o quê?) e a missão encaminhada através do e-mail “É você mesmo”.

Agradeço a todos os que passaram pelo Fazendo Media: a média que a mídia faz enquanto eu fiz parte desta escola dentro da escola. Dou o crédito ao jornal estudantil por me apresentar novas versões.

Pela paciência, carinho e bom humor: obrigada Rosa Benevento!

Pela prosa e pela poesia: obrigada professor Denis de Moraes.

Agradeço ao meu orientador João Batista de Abreu por fazer o copydesk dos meus textos sempre com olhos de águia.
Renata, guardo com carinho nossa parceria no projeto de extensão que, na direção oposta da minha verborragia, apelidamos de “Cale-se”.

A todos os funcionários do Iacs e demais professores, aqui representados pelo professor Antonio Serra e pelo Zé Luiz Sanz, obrigada!

Pela literatura, agradeço à Stephanie e Graciela.

Agradeço pela sensibilidade da Anna.

Bruno, obrigada!

A todos que a falta de memória, de espaço ou o “fetiche da velocidade” me impediram de citar nominalmente, obrigada!


Até a próxima pauta!

De novo e sempre: pai, mãe e Pedro, valeu!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Potencial...


Eu queria ser mais coisa
Mas escolhi ser pá
E ser terra
E ser semente
E ser promessa
Eu poderia ser árvore
E poderia ser fruto
E poderia, se quisesse, ser jardim
Mas quis ser regador
E quis ser mais polén
Do que já quis ser flor
E fui arado
E fui um pouco de mim.
***
Permita-se!
Uma amiga me disse: Você se esconde.
E tirou meus óculos e me deu brincos e me deu batom...
A dançarina de flamenco começou a ser exibir no salão. Com largo sorriso deixou seu recado. Prosseguiu desenhando artimanhas no vazio para quem quisesse admirar. E, quando achou que apenas seu ego se inflamava com o traçado de suas saias no ar, o toreiro se aproximou, abriu o pano vermelho e se preparou para o golpe certeiro:
- Posso me sentar?!