“Só quando transgrido alguma ordem o futuro se torna respirável"
Mário Benedetti - Antologia Poética
quarta-feira, março 25, 2009
domingo, março 22, 2009
“I have doubts!” (“Eu tenho dúvidas!”)
Embora tenha sido batizada e tenha feito a primeira eucaristia, seguindo os sacramentos da Igreja católica, não tenho muita familiaridade com o texto bíblico. Fiz algumas leituras na Catequese, ouvi repetidas vezes as repetidas passagens do Evangelho nas missas - quando meus domingos eram religiosamente marcados pela visita à igreja -, e estudei trechos do antigo testamento em uma disciplina na faculdade de História. Ainda assim, é pouca minha familiaridade com os capítulos e versículos do sagrado livro.
Embora tenha sido batizada e tenha feito a primeira eucaristia, seguindo os sacramentos da Igreja católica, não tenho muita familiaridade com o texto bíblico. Fiz algumas leituras na Catequese, ouvi repetidas vezes as repetidas passagens do Evangelho nas missas - quando meus domingos eram religiosamente marcados pela visita à igreja -, e estudei trechos do antigo testamento em uma disciplina na faculdade de História. Ainda assim, é pouca minha familiaridade com os capítulos e versículos do sagrado livro.
Apesar disso, ao buscar na caixinha da memória, logo aparecem referências (vagas) sobre passagens marcadas pela dúvida. Uma delas é aquela da tempestade. Afasto uma lembrança daqui, outra dali, e finalmente alcanço a mensagem que, segundo acredita-se, os discípulos quiseram fazer chegar às gerações seguintes. O trecho da tempestade em alto mar é justamente aquele em que Jesus caminha sobre as águas. Salvo engano, Pedro é o desafiado da vez. Ele se joga ao mar para ir ao encontro de Jesus, que se encontra sobre as águas, mas a tempestade o assusta e ele teme, duvida. Jesus o repreende: “Homem de pouca fé, porque duvidaste?”
Há outras passagens ainda, mas não creio que seja o caso de revirar mais esta minha caixinha em busca de outros exemplos. Este me basta.
A questão é que – concluo agora – a Bíblia é marcada por histórias em que a dúvida representa a “crise de fé”. Ah, claro! Como posso ter me esquecido de São Tomé? Eis o desconfiado discípulo que precisa tocar as chagas do Cristo ressuscitado para crer no fenômeno supostamente impossível.
***
Acabo de assistir ao filme Doubt (Dúvida), do diretor John Patrick Shanley, com Meryl Streep (Sister Aloysius Beauvier), Philip Seymour Hoffman (Father Brendan Flynn) e Amy Adams (Sister James). Mais do a história de uma freira que confronta um padre suspeito de ter aliciado um estudante negro, o filme é repleto de densos diálogos sobre religião, moral, autoridade e a dupla dúvida/certeza.
No início do filme, o Padre Flynn começa seu sermão com a seguinte pergunta: “O que você faz quando não tem certeza?” O padre desenvolve seu sermão falando sobre a solidão daquele que duvida e sobre as possibilidades inerentes à dúvida tanto quanto à certeza: “A dúvida pode ser um vínculo poderoso e sustentar tanto quanto a certeza”, diz o sacerdote. A conclusão do Padre Flynn é um consolo para os Pedros e Tomés: “Quando nós duvidamos, nós não estamos sozinhos”.
Ou estaríamos vivendo uma solidão coletiva? No rastro do paradigma racional e positivista, a certeza é extremamente valorizada. E seu oposto, ainda que não seja a confissão da ignorância propriamente, já coloca o Tomé da vez em condição errática. As “crises de fé” da contemporaneidade são extremamente penosas, vide por exemplo, os efeitos do vigiado Risco Brasil. Este mede o nível de confiabilidade que os investidores estrangeiros podem ter em relação à economia brasileira, no caso. O índice varia em sentido negativo para a economia nacional quanto mais as condições políticas e econômicas colocam em dúvida a segurança do país como destino para os capitais em fluxo.
Em Doubt, há um ótimo diálogo entre o Padre Flynn e a Irmã James, uma jovem aparentemente fraca, dada sua dita ingenuidade e temperamento sentimental. Tais características são ainda mais ressaltadas diante da autoritária Irmã Aloysius Beauvier, a personificação da certeza, racionalidade e segurança. Será mesmo?
No referido diálogo, Padre Flynn defende seu comportamento carinhoso e humano no trato com os alunos da escola dirigida pela implacável Irmã Aloysius Beauvier. Em especial com Donald Miller, o pobre garoto negro, único na instituição de ensino. Em sua própria defesa, o padre aconselha Irmã James: “Há pessoas que vão atrás da sua humanidade, Irmã, para dizer-lhe que a luz no seu coração é uma fraqueza. Não acredite nisso!” E ele completa: “É uma velha estratégia de pessoas cruéis para matar a bondade em nome da virtude. Não há nada de errado com o amor”.
O contexto completo da fala acima será captado por aqueles que assistirem ao filme. Detenho-me aqui ao trecho matar a bondade em nome da virtude. Pois é disso que trata a apologia à certeza, uma defesa da virtude em detrimento da bondade. Esta vista no sentido daquilo que pertence ao campo semântico da emoção e dos sentimentos – supostamente erráticos e incertos. É compreensível, portanto, que na busca por fazer aparecer a verdade, Irmã Aloysius Beauvier acabe pecando. E após pecar, se justifica: “Em busca do pecado, um passo distante de Deus”.
Lembro que no colégio, e mesmo já na Universidade, alguns professores usavam de um expediente muito constrangedor para confirmar se o aluno sabia mesmo a resposta à pergunta feita: “Você tem certeza?”. E então o silêncio da dúvida preenchia a sala de aula. Dirão os adversos que o constrangimento é apenas para aqueles que não sabem o conteúdo ensinado. De fato. O constrangimento é àqueles que não estão seguros, que duvidam. A virtude é saber. E saber com certeza!
O denso embate entre o Padre Flynn e a Irmã Aloysius Beauvier traz nas palavras do primeiro a peça que promove o encaixe entre a certeza e seu ‘oposto’, a dúvida.
“A certeza é uma emoção, não um fato”.
E , sim, eu tenho dúvidas. E quantas!
quarta-feira, março 11, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
Anatomia
"O sofrimento é inerente ao homem. Mas por que insisto em me dar marteladas? Para poder me sentir ótima quando eu paro".
segunda-feira, março 02, 2009
Testes...
Os retoques não pararam...
Eis a última versão (espero não tocar mais os pincéis na tela):
p.s: O efeito da combinação sol+tintas foi o toque final, não acham?
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Planos
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Arte com o jardim do vizinho...
Esta é minha primeira tela pintada inteiramente com pincéis e com tinta a óleo! Na verdade, ela foi feita em duas partes. Assim que terminei a primeira, fiz a foto que segue logo abaixo. Mas ainda senti que faltava jogar na telaum pouco mais de 'confusão'. Portanto, a versão final é a das duas últimas fotos. O nome do quadro é Verdes jardins.

E a versão acabada! Só não vale chorar pela tinta derramada :(


terça-feira, fevereiro 24, 2009
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
"Casal de cor"
Eis mais uma obra da artista "amadora"! Sem pudores, resolvi brincar com as cores e ângulos ao fotografar o quadro e postá-lo, dando uma valorizada no casal... Aqui, estão dois dos resultados que mais gostei.
Casal de cor não segue o 'padrão' que vinha estabelecendo, de pinturas soltas e sem uma forma muito definida. Resolvi ousar e percebi como é difícil colocar no papel as imagens que passam pela cabeça.
Inicialmente, em Casal de cor aparecia a mulher de frente (pena que não fotografei esse estágio!). Mas não consegui dar a ela uma feição que me agradasse. Tentei de várias formas fazer os olhos, boca e nariz. O resultado era sempre uma mulher triste ou com uma cara de esnobe (sobrancelhas! aí está o truque, que ainda não sei). Enfim, depois de várias tentativas (pensei até em deixá-la sem rosto, repetindo a obra anterior), resolvi que a mulher estaria de costas. E dá-lhe preto da tela!
Já o homem não me deu trabalho. Apenas seus cabelos longos, que surgiram após um traço equivocado. Solução: alongar as madeixas do rapaz. Até que gostei!
Bom, Casal de cor (com o "ó" aberto) é o quarto quadro que pinto com as mãos (os pincéis estão pela hora da morte!). É uma entre as muitas tentativas que venho fazendo para avançar no mundo das tintas, das misturas e, para mim, das viagens por cenários múltiplos. Cada quadro é isso: uma verdadeira viagem, para quem quer aprender de cor que em qualquer caminho "amar é o que basta" (licença para citá-lo, ok?). MLCM

P.S.: Saber de cor - quem ama algo, não o esquece. Portanto, quem sabe algo de coração, vai lembrar-se disso para sempre. "Saber de cor" provém daí.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Laranja mecânica
...e pensei que, desde que me apaixonei por você, talvez seja movida pela mecânica de amar... Não a mecânica que rege os relógios, sempre os mesmos tempos para os mesmo espaços, mas uma mecânica livre, que às vezes pede pausa e em outras movimento.
MLCM
MLCM
terça-feira, fevereiro 10, 2009
'Mulher sem rosto e taça de vinho tinto'
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Mais um dia 10...
domingo, fevereiro 01, 2009
O tempo (por B.C.)
O tempo, minha amada, é castigo para quem vive do presente. Mas o castigo é ainda maior para quem não tem o presente.
Você ficou 25 anos assim, sem o dia pós dia. Hoje, quando você acordou, me coloquei no seu lugar. Os olhos girando para todos os lados, em busca de uma referência que te prendesse a esse novo presente. Uma referência que a fizesse perceber que o tempo de abstração involuntária perante o mundo realmente chegara ao fim. Acho que me decepcionaria. Os seus sonhos deviam se passar em um tempo onde as coisas eram mais simples.
Olhando nos meus olhos, você finalmente percebeu que, lá no fundo, apesar da confusão gerada pelos pêlos na face, pelas leves rugas nos cantos dos olhos, pelo cabelo desgrenhado com as marcas das preocupações colecionadas ao longo de mais de duas décadas, eu era aquele seu amigo de outrora. Espero que acredite em tudo que vou te contar a partir de agora.
Em 1984, quando você adormeceu, a lógica do big brother, fundada pelo Orwell, era mais amena. Hoje virou programa de televisão, virou doutrina estabelecida na maior nação do mundo. Virou CPI, virou paranóia nos celulares (não sabe o que é isso, né? Depois te explico isso e a Internet, com aulas práticas...) de quem tem algo a dever à sociedade.
Minha amada, naquela época ainda lutávamos contra o que restava de um autoritarismo institucional. Nossa vitória não veio no primeiro momento. As instituições ainda conseguiram derrotar a maior das instituições - o povo - uma vez mais. Mas elas trataram de amenizar a própria estupidez e nos permitiram, cinco anos depois, que escolhêssemos um presidente.
Ah, presidentes... Esses foram destaque. Você não sabe, mas há duas semanas um negro, com descendência muçulmana e africana, assumiu o governo dos Estados Unidos da América. Sim, Ronald Reagan, o bonitão de Hollywood, ficou restrito aos livros de história. O nome do negro é Barack Hussein Obama. Nada hollywoodiano, hã?
Se você já está supresa, deite-se novamente. Nosso primeiro presidente eleito pela vontade do povo foi um bonitão, promissor. Fernando Collor de Mello. Você acredita que ele não durou nem dois anos no cargo? Foi derrubado. Calma! Não foi golpe. Dessa vez, as instituições cumpriram a "vontade do povo". Depois do autoritarismo, seguia uma era de corrupção. A sigla CPI virou moda no Brasil. Comissão Parlamentar de Inquérito. Deputados e senadores investigando até mesmo seus pares e outros figurões do governo.
Pois muito que bem. Tivemos um presidente tampão, cuja ação mais famosa foi reativar a linha de produção dos Fuscas no Brasil. Em seguida, um outro presidente, muito conhecido seu, assumiu. Lembra dele? O Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, que falava sobre a dependência externa brasileira. Pois o sujeito privatizou quase tudo no Brasil. Sabe o que é privatizar? Vendeu as empresas estatais. O Estado, o famoso Estado, foi se encolhendo.
Mas, há quase sete anos, o Brasil teve o seu Barack Obama. Elegemos um torneiro-mecânico, sem instrução, presidente. Mais um daquela nossa época. O Lula! Sim, o sindicalista! Ele é o presidente do Brasil!
Mas, calma... O Brasil não virou mais um aliado do Kremlin no quintal dos Estados Unidos. O Kremlin não é mais o mesmo. A União Soviética acabou. O comunismo perdeu. Lula, o radical, hoje veste ternos de primeira linha, tem cabelos brancos e barba bem aparada. Um gentleman do povo.
Bom, sobre guerras, mortes e intolerâncias, te falo mais tarde. Você ainda está muito fragilizada para ouvir tudo isso. Mas, saiba logo: o mundo continua não sendo um lugar muito simples para viver. Mas ficar de olhos fechados é muito desperdício diante de tantas novidades, não acha?
Você ficou 25 anos assim, sem o dia pós dia. Hoje, quando você acordou, me coloquei no seu lugar. Os olhos girando para todos os lados, em busca de uma referência que te prendesse a esse novo presente. Uma referência que a fizesse perceber que o tempo de abstração involuntária perante o mundo realmente chegara ao fim. Acho que me decepcionaria. Os seus sonhos deviam se passar em um tempo onde as coisas eram mais simples.
Olhando nos meus olhos, você finalmente percebeu que, lá no fundo, apesar da confusão gerada pelos pêlos na face, pelas leves rugas nos cantos dos olhos, pelo cabelo desgrenhado com as marcas das preocupações colecionadas ao longo de mais de duas décadas, eu era aquele seu amigo de outrora. Espero que acredite em tudo que vou te contar a partir de agora.
Em 1984, quando você adormeceu, a lógica do big brother, fundada pelo Orwell, era mais amena. Hoje virou programa de televisão, virou doutrina estabelecida na maior nação do mundo. Virou CPI, virou paranóia nos celulares (não sabe o que é isso, né? Depois te explico isso e a Internet, com aulas práticas...) de quem tem algo a dever à sociedade.
Minha amada, naquela época ainda lutávamos contra o que restava de um autoritarismo institucional. Nossa vitória não veio no primeiro momento. As instituições ainda conseguiram derrotar a maior das instituições - o povo - uma vez mais. Mas elas trataram de amenizar a própria estupidez e nos permitiram, cinco anos depois, que escolhêssemos um presidente.
Ah, presidentes... Esses foram destaque. Você não sabe, mas há duas semanas um negro, com descendência muçulmana e africana, assumiu o governo dos Estados Unidos da América. Sim, Ronald Reagan, o bonitão de Hollywood, ficou restrito aos livros de história. O nome do negro é Barack Hussein Obama. Nada hollywoodiano, hã?
Se você já está supresa, deite-se novamente. Nosso primeiro presidente eleito pela vontade do povo foi um bonitão, promissor. Fernando Collor de Mello. Você acredita que ele não durou nem dois anos no cargo? Foi derrubado. Calma! Não foi golpe. Dessa vez, as instituições cumpriram a "vontade do povo". Depois do autoritarismo, seguia uma era de corrupção. A sigla CPI virou moda no Brasil. Comissão Parlamentar de Inquérito. Deputados e senadores investigando até mesmo seus pares e outros figurões do governo.
Pois muito que bem. Tivemos um presidente tampão, cuja ação mais famosa foi reativar a linha de produção dos Fuscas no Brasil. Em seguida, um outro presidente, muito conhecido seu, assumiu. Lembra dele? O Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo, que falava sobre a dependência externa brasileira. Pois o sujeito privatizou quase tudo no Brasil. Sabe o que é privatizar? Vendeu as empresas estatais. O Estado, o famoso Estado, foi se encolhendo.
Mas, há quase sete anos, o Brasil teve o seu Barack Obama. Elegemos um torneiro-mecânico, sem instrução, presidente. Mais um daquela nossa época. O Lula! Sim, o sindicalista! Ele é o presidente do Brasil!
Mas, calma... O Brasil não virou mais um aliado do Kremlin no quintal dos Estados Unidos. O Kremlin não é mais o mesmo. A União Soviética acabou. O comunismo perdeu. Lula, o radical, hoje veste ternos de primeira linha, tem cabelos brancos e barba bem aparada. Um gentleman do povo.
Bom, sobre guerras, mortes e intolerâncias, te falo mais tarde. Você ainda está muito fragilizada para ouvir tudo isso. Mas, saiba logo: o mundo continua não sendo um lugar muito simples para viver. Mas ficar de olhos fechados é muito desperdício diante de tantas novidades, não acha?
Calendário
segunda-feira, janeiro 26, 2009
P.S.:
Palavras
...e me ama, como eu nunca conheci, completa e intensamente, com as expectativas de um futuro já existente no horizonte. Só a espera de nós dois...
domingo, janeiro 11, 2009
terça-feira, dezembro 16, 2008
Folha de laranja e cotovelo
Ok, meu amigo, não vou desprezar sua dor. Já vi coisa parecida algumas vezes e sei como essas coisas dominam sentimento e razão, fazendo ambos se confundirem no espaço da memória. Sei que as manhãs fazem falta e que seu teatro das reais carícias e regalias para a mulher amada está vazio desde que a personagem principal deixou o palco das primaveras contínuas. Sinto não ser mais útil, já que só posso oferecer meus ouvidos e condolências. O último parece atrair a palavra "enterro" e não acredito que seja o caso. Não ainda. Vele essa dor que agora sente, mas não vele o amor porque este não morreu ainda. Ameaça transformar-se. E isso, também sei, é tristeza ainda maior para os amantes que não desejam tornarem-se apenas amigos. Este seu oráculo tem pouco a sugerir. Se o mal fosse essa gripe que agora me atinge, aconselharia folha de laranja, ‘alfavacão’ e capim limão batidos no liquidificador com mel. Não é receita infalível, mas aplaca os efeitos que agora deixam meu corpo e mente anestesiados para os compromissos do dia a dia. Mas sendo dor de amor, é vírus para o qual, lamento, não encontro receita. O único modo que conheço para lidar com esses sintomas que o mal traz é curtir o momento em banho-maria com uma mão sustentando o cotovelo e a outra a cabeça. Esta deve continuar sobre o pescoço, aquele é bom que não encoste diretamente sobre a mesa. Pode ficar grudado ali por um bom tempo e é outro efeito que não desejaria para um amigo tão querido. Bom, coloque no lugar cabeça e cotovelo. Caso algumas lágrimas queiram escorrer, não prenda. Elas rolarão mais cedo ou mais tarde. E como já aprendi em situações anteriores: quando elas querem partir, é melhor permitir sem resistências. Não há tranca capaz de retê-las e todas as válvulas as ajudarão a escapar. No mais, tente o chá de folha de laranja quentinho. Não fazendo bem, mal não fará. Estarei aqui, com ouvidos e condolências. De resto, consulte o Tempo...
I heard there was a secret chord
That David played and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this, the fourth, the fifth, the minor fall, the major lift, the baffled king composing Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu----jah
Your faith was strong but you needed proof, you saw her bathing on the roof, her beauty in the moonlight overthrew you
She tied you to a kitchen chair, she broke your throne, she cut your hair, and from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu----jah
Maybe I have been here before, I know this room; I have walked this floor, I used to live alone before I knew you
I've seen your flag on the marble arch, love is not a victory march, it's a cold and its a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu----jah
There was a time you let me know whats really going on below, but now you never show it to me, do you? (and)
Remember when I moved in you; the holy dark was moving too, and every breath we drew was Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu----jah
Maybe there's a God above, and all I ever learned from love was how to shoot at someone who outdrew you
And its not a cry you can hear at night, its not somebody who's seen the light, its a cold and its a broken Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu--jah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelujah
Hallelu---u---jah
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Elephant gun ou Um desafio
Desafio o caro leitor deste blog a não querer dançar, rodopiar e saltitar ao ver este clipe da banda Beirut (http://www.beirutband.com/) Uma delícia de melodia! Quem vencer o desafio, na verdade, estará perdendo... Sim, já me entreguei ao som por aqui. Uma mini-catarse não faz mal a ninguém.
***
If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun*
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide
**elephant gun: é uma arma de calibre largo. Ela tem esse nome porque originalmente eram feitas para uso de caçadores de elefantes ou outras caças perigosas.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
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